Na semana passada, um membro da nossa congregação em Jerusalém
comemorou a circuncisão do seu primeiro filho. Vários integrantes da sua
grande família estendida sefardita estavam presentes. O evento em si
foi um testemunho significativo de que nossa fé em Yeshua é uma
continuação das alianças dos nossos antepassados, não uma negação delas.
Na semana passada, o Conselho Europeu aprovou uma resolução não
vinculativa definindo a circuncisão como uma ‘violação da integridade
física da criança’. Na Europa, muitos gostariam que essa prática fosse considerada ilegal.
Curiosamente, é bem provável que judeus e muçulmanos tornem-se aliados
nessa questão, já que a circuncisão também faz parte da religião
islâmica (Gênesis 17.23).
Coincidentemente, o trecho da Torá referente à semana passada foi sobre Abraão, incluindo a aliança da circuncisão (Gênesis 12-17). O trecho da semana anterior foi a respeito do dilúvio de Noé e a aliança de Deus com ele (Gênesis 6-11). Vamos comparar rapidamente as alianças de Abraão e de Noé.
A aliança de Noé antecedeu a de Abraão.
Portanto, a de Abraão pode ser vista como um subconjunto e um
desenvolvimento da aliança de Noé. A de Abraão encaixa-se no plano
estabelecido anteriormente pela de Noé.
A aliança de Noé contém o destino de Deus para as nações do mundo (Gênesis 9.16), enquanto a de Abraão lida principalmente com o povo judeu (Gênesis 17.19).
A aliança de Noé contém a vontade de Deus para todo o planeta terra,
enquanto a de Abraão diz respeito à terra de Israel. O propósito do povo
judeu e da terra de Israel é ser uma bênção para todas as outras nações
e lugares da Terra.
O sinal da aliança de Noé é um glorioso arco-íris, ao passo que o da
abraâmica é um prepúcio sangrento. Cada um desses sinais possui um
significado simbólico que, no fim, está ligado ao próprio Yeshua
(Jesus). Um é celestial; o outro terreno – apontando para Yeshua tanto
como Filho de Deus quanto como filho do Homem.
O arco-íris é uma figura da igreja internacional (Apocalipse 7.9), em toda a sua diversidade. É semelhante aos sete candeeiros (Apocalipse 1.20),
porém com um elemento adicional: ele exibe diversas cores. As cores
representam os diferentes grupos étnicos, culturas e línguas das nações
da Terra.
Da mesma forma como um arco-íris brilha com a luz, os santos ressurretos também brilharão com glória (João 17.22; 1 Coríntios 15.41-43). Assim como as cores estão em perfeita harmonia, da mesma forma chegaremos à perfeita unidade da fé (João 17.23). E como um arco-íris reflete a luz do sol, também refletiremos a face de Yeshua que brilha como o sol (Apocalipse 1.16). [Há um arco-íris ao redor do trono de Deus (Apocalipse 4.3).]
A circuncisão aponta para o nascimento de Yeshua e para a sua linhagem terrena de Abraão e Davi (Mateus 1.1, Romanos 1.3). O nascimento de Yeshua foi o mistério de Deus sendo manifesto na carne (João 1.14; 1 Timóteo 3.16). Yeshua não apenas nasceu neste mundo, ele foi circuncidado quando chegou aqui (Lucas 2.21).
A circuncisão representa a fidelidade de Deus às suas alianças: passado, presente e futuro (Romanos 15.8).
Ela é paralela à crucificação. Em ambos os casos, a carne de Yeshua foi
ferida e sangrou. A circuncisão é um prenúncio dos sacrifícios do
Templo e da morte de Yeshua. Ele confirmou a Velha Aliança em sua
circuncisão e a Nova Aliança em sua crucificação.
Asher Intrater
Fonte:
artigo@reviveisrael.org
artigo@reviveisrael.org


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