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sábado, 7 de setembro de 2013

Homens podem estar em extinção






homens extinção



 O macho da espécie humana está, literalmente, a caminhar para a extinção.

De acordo com a professora Jenny Graves, da Universidade de Canberra, as mulheres devem ganhar a batalha dos sexos da forma mais definitiva possível.

 O motivo para tal é a fragilidade inerente ao cromossoma sexual masculino, o cromossoma Y. O cromossoma X contém uma quantia de 1.000 genes ou mais. As mulheres têm dois deles. Já o cromossoma Y, apesar de ter começado com tantos genes quanto, se desintegrou ao longo de centenas de milhões de anos, deixando menos de 100 genes no homem moderno.

 Isso inclui o gene SRY, o principal “interruptor masculino”, que determina se um embrião será masculino ou feminino.

 As mulheres têm dois cromossomas X, e os homens apenas um “fracote” Y. Isso é péssimo, pois o emparelhamento dos X permite que as mulheres façam reparos cruciais.

 Na falta de um companheiro, é mais difícil para o cromossoma Y consertar os erros. “O cromossoma X fica sozinho nos homens, mas nas mulheres tem um amigo para que possa reparar-se”, diz Graves.
E há mais uma má notícia. Na sua palestra na Academia Australiana de Ciência, Graves descreveu os genes restantes no cromossoma Y como sendo na sua maioria “lixo”. “É um acidente evolucionário”, comentou.

 No entanto, há algumas boas notícias. Graves estima que levará cinco milhões de anos para o cromossoma Y, e os homens que o produzem, desaparecerem de vez.
Outros especialistas também disseram que os homens não precisam entrar em pânico.

 Robin Lovell-Badge, especialista em cromossomas sexuais do Instituto Nacional de Pesquisa Médica em Londres (Inglaterra), disse que os estudos têm mostrado que a decadência não ocorre ao longo do tempo, mas sim em “rajadas” – o cromossoma Y não perdeu quaisquer genes durante pelo menos 25 milhões de anos.

 O professor Chris Mason, da Universidade College Londres (Inglaterra) afirmou que, mesmo se o cromossoma Y se esfarelar nos próximos milhões de anos, a medicina vai ter muito tempo para se preparar. “Cinco ou seis milhões de anos deve ser tempo suficiente para a ciência médica produzir uma correção”, disse.
Graves também tem a sua própria solução. Ela diz que quando o cromossoma Y se extinguir, outro cromossoma poderia assumir o papel do Y ausente, levando à criação de uma nova espécie humana.
 Isso não é loucura – já existe um precedente na natureza, sob a forma de um rato espinhoso japonês que sobreviveu à perda do seu cromossoma Y. Na verdade, Graves suspeita que o processo já pode estar em curso em alguns grupos isolados de pessoas. É esperar para ver.

                                      http://www.jornaldanet.com

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