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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Os 25 melhores filmes lançados em 2013!







O ano acaba e um balanço dos momentos mais marcantes do cinema nos últimos trezentos e sessenta e cinco dias se faz necessário. Listei aqui os vinte e cinco ‘melhores’, a meu ver, que passaram pelos cinemas em 2013. Não ranqueei os títulos porque, bem, é muita indecisão. Alguns textos já publicados aqui, no Literatortura, foram utilizados na confecção desta matéria.
Tatuagem. Brasil. De Hilton Lacerda.
Terno, inteligente e certeiro, o filme de Hilton Lacerda nos representa, sejamos nós homo, hetero ou bissexuais, porque trata a liberdade e o amor de uma forma raramente vista no cinema. Traz novos ares às nossas produções e é completamente indispensável.

Django Livre (Django Unchained). EUA. De Quentin Tarantino.
O racismo e a escravidão são vingados por mais um personagem visceral de Tarantino. As referências, os diálogos e a direção prodigiosa marcam, de novo, a carreira do cineasta. Para muitos, o americano está, aqui, em sua melhor forma.
Amor (Amour). França/Alemanha/Áustria. De Michael Haneke.
Ao tratar de um tema seguidamente rodeado de clichês na telona, o cineasta investe na sua habitual crueldade e chega ao ponto como poucos. O charme dá lugar à cama molhada, a música erudita à uma canção de ninar, os diálogos interessantes aos resmungos de dor. Some o glamour, a inteligência, a arte, fica a dedicação, a lealdade, a concessão. Fica o amor e a atuação brilhante de Emmanuelle Riva.

O lugar onde tudo termina (The place beyond the pines). EUA. De Derek Cianfrance.
Uma história familiar e de relação paternal crua, nem sempre fácil, excepcionalmente dirigida e com marcantes atuações de Ryan Gosling, Eva Mendes e Bradley Cooper.
Os suspeitos (Prisoners). EUA. De Denis Villeneuve.
Há muito tempo um suspense não atingia a complexidade dramática que Os suspeitosatinge. O roteiro exige inteligência e fôlego do espectador, que se vê diante de uma trama cujo cuidado e tensão se equipara a O silêncio dos inocentes. As atuações são excelentes, tanto quanto o filme.
Las acacias. Argentina/Espanha. De Pablo Giorgelli.
Pablo Giorgelli é ousado, inteligente e competente ao fazer o espectador esperar pela interação dos protagonistas em cenas fechadas na cabine de um caminhão, na maior parte do tempo. Sem rodeios simbólicos, clichês e sentimentalismos gratuitos, o imperdível Las Acacias tem nome de planta, mas é gente o tempo inteiro.

A caça (Jagten). Dinamarca. De Thomas Vinterberg.
A escolha do roteiro e a direção de Thomas Vinterberg apostam na angústia sufocante ao invés da dúvida, o que acertadamente leva o público a um incômodo constante e crescente ao longo da projeção. A atuação de Mikkelsen (premiado em Cannes pelo papel) é delicada e precisa e só faz intensificar a carga emocional do espectador, que testemunha o calvário do protagonista. A pedofilia, aqui, é apenas um ponto de partida para discutir a perigosa instabilidade do convívio social.

Ferrugem e Osso (De rouille et d’os). França/Bélgica. De Jacques Audiard.
A recusa do roteiro em se deixar levar pelo sentimentalismo eleva o trabalho a um nível de crueldade e honestidade ímpar. As dores de uma relação entre dois personagens cicatrizados pela vida extrapolam tanto na subjetividade que, sem hesitar, se tornam visuais, físicas. É impressionante a entrega de Marion Cotillard ao papel, se desfazendo de qualquer tipo de vaidade ao assumir brilhantemente o sofrimento de Stéphanie ao lado do também louvável Matthias Schoenaerts.

O Mestre (The Master). EUA. De Paul Thomas Anderson.
Cada quadro é milimetricamente calculado, as notas de Jonny Greenwood, do Radiohead, são impressionantes e Joaquin Phoenix (junto de Hoffman e Adams) é uma força da natureza que move o filme deixando o espectador em estado de perplexidade. Escrito cuidadosamente, este longa de Paul Thomas Anderson é cérebro e formosura em plenitude.
Elena. Brasil. De Petra Costa.
De um lirismo completo, o melancólico documentário de Petra Costa nos leva a testemunhar suas lembranças, como se estivéssemos revirando o passado da cineasta. A composição de imagens e o sentimento impresso em cada frame leva o espectador a deixar a sala de cinema em profunda devastação.
Gravidade (Gravity). EUA. De Alfonso Cuarón.
O apelo visual inédito que Gravidade apresenta faz dele uma experiência cinematográfica inesquecível e até mesmo histórica. Alfonso Cuarón fez um trabalho de gênio ao mesclar arte e tecnologia em prol do cinema, e o resultado é de inquestionável excelência. Desde já, um marco.

Dossiê Jango. Brasil. De Paulo Henrique Fontenelle.
Em meio a imagens e áudios de arquivo revoltantes, como diálogos na Casa Branca sobre uma possível intervenção militar no Brasil, o longa faz de uma ideia a princípio absurda, uma quase certeza quando os créditos surgem na tela: o assassinato do presidente João Goulart. Intercalando entrevistas importantíssimas e documentos reveladores, o filme reúne pistas que convencem o público a, no mínimo, duvidar da causa da morte do ex-presidente. O material é tão bem articulado e claro em situar o espectador dos fatos, que é funcional tanto pelo viés biográfico como o de denúncia.
A hora mais escura (Zero Dark Thirty). EUA. De Kathryn Bigelow.
Os realizadores dão conta de um projeto grandioso que, talvez em mãos erradas, pudesse resultar em um trabalho pretensioso e ineficaz. Pelo desenrolar jornalístico, a direção realista e ao evitar o heroísmo babaca, A hora mais escura consegue trabalhar suas questões políticas e militares com capricho, e ainda imprimir um olhar direto em seus personagens. Jessica Chastain está impressionante.

Frances Ha. EUA. De Noah Baumbach.
Baumbach mantém sua naturalidade e explora a beleza de ter 20 e tantos anos através de Frances, uma moça que tenta se adaptar ao mundo em sua natureza transitória. O preto e branco é esteticamente cuidadoso ao retratar o meio urbano, onde Frances corre, dança e trava importantes diálogos. É na magnífica atuação de Greta Gerwig, entretanto, que o longa atinge seu ponto máximo.

Dentro da Casa (Dans la Maison). França. De François Ozon.
Prato cheio para os que gostam de literatura, esta inteligente e sofisticada comédia é o longa mais interessante de Ozon. Seduzido como o professor no longa, o espectador se delicia com a dúvida do que é verdadeiro ou não. Provocativo, divertidamente maldoso e lindamente atuado, o filme explora a natureza humana com bom humor e agarra com força a atenção do público.
Antes da Meia Noite (Before Midnight). EUA/Grécia. De Richard Linklater.
De certa forma, é o longa mais difícil do romance dos befores pela opção da estrutura narrativa e, ao mesmo tempo, uma escolha de originalidade pura. Ao invés de encher o longa de romantismo, os criadores tratam o Celine e Jesse com a maturidade que merecem, tornando sua história muito mais plausível. Ao final, o sentimento que fica é de gratidão por sermos colocados na intimidade dos dois e, claro, a torcida pela continuidade.
As Sessões (The Sessions). EUA. De Ben Lewin.
O sexo é tratado abertamente, a abordagem é leve, a profundidade é presente e a comoção, certeira. O sexo é razão para risos e lágrimas nesta comédia dramática tocante e com uma atuação inesquecível de John Hawks.
Depois de Lucia (Después de Lucía). México/França. De Michel Franco.
No filme de Michel Franco, o público é conduzido a um processo de flagelação psicológica perturbador. O longa sofre de claro maniqueísmo, mas seus exageros acabam sendo fundamentais ao despertarem no público, desesperadamente impotente, a repulsa frente as atitudes atrozes e inconsequentes de uma geração.

Terapia de Risco (Side Effects). EUA. De Steven Soderbergh.
Em Terapia de Risco, Soderbergh mostra a sua versatilidade e domínio de cinema ao misturar, no mesmo filme, características de trabalhos tão distintos de sua carreira, como Erin Brockovich, Traffic e Onze homens e um segredo. E o resultado é inegavelmente positivo. O cineasta lida com temas como depressão, ética médica, conspiração e o mercado farmacêutico em um thriller à moda antiga que tem linguagem universal, mas que é capaz de agradar aos olhos mais exigentes.

Faroeste Caboclo. Brasil. De René Sampaio.
A adaptação da letra de Renato Russo toma liberdades que alteram pontos da história sem, no entanto, desrespeitar os fãs da canção. As atuações são convincentes, a trilha sonora é atraente e o estreante em longa metragens, René Sampaio, escapa de transformar seu longa em um clipe gigantesco e, sabendo exatamente onde quer chegar, além de conseguir um belo filme, transforma-se em um nome a ser seguido no cinema brasileiro.


Killer Joe – Matador de aluguel (Killer Joe). EUA. De William Friedkin.
Absolutamente objetivo, violento e divertido, o longa é conduzido de maneira irretocável, do início ao fim. As atuações marcantes de Matthew McConaughey e Emile Hirsch juntam-se ao sarcasmo e domínio técnico de Friedkin, sempre exigindo do cérebro e dos nervos do espectador.
A grande beleza (La Grande Belleza). Itália. De Paolo Sorrentino
Enquanto discute a superficialidade e a decadência, Sorrentino nos presenteia com imagens fascinantes e personagens maravilhosos, inspirado no cinema de Fellini. É reflexivo, luxuoso e passa por transformações, assim como seu protagonista, fazendo com que o público deixe o cinema em estado de deleite, mas também de certa melancolia.
Azul é a cor mais quente (La vie d’Adèle – Chapitres 1 et 2). França. De Abdellatif Kechiche
A câmera intrusiva de Kechiche, as belas atuações de Seydoux e Exarchopoulos, o roteiro que aborda o existencialismo com primor... difícil escolher o que mais impressiona no melhor romance do ano.
O som ao redor. Brasil. De Kleber Mendonça Filho.
Que filme é esse?! Faz uma análise sócio econômica contemporânea através de ações aparentemente banais de personagens corriqueiros, que focados na câmera genial de Kleber Mendonça Filho resultam em um dos filmes mais interessantes do ano. Tanta sugestão merece inúmeras apreciações. É realmente imperdível.
Tabu. Portugal/França/Brasil/Alemanha. De Miguel Gomes.
A delicadeza com que é construído, em suas inúmeras referências e um lirismo dominante na narrativa, agrega à originalidade e ao rigor técnico do longa de Miguel Gomes uma qualidade indiscutível. Impressiona não apenas pela ficção que é, mas também pelo que representa ao cinema. Uma obra-prima.

Fonte:Literatortura

    by Maurício Vassali

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